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Music is life

Recital de Piano de Christina Margotto Alma Brasileira – CCB

Bymastipico

Nov 25, 2022






CCB . 2 dezembro . sexta-feira . 19h00 . Sala Luís de Freitas Branco

Programa

Heitor Villa-Lobos (1887-1959)

Choro n.º 5 – Alma Brasileira

Bachianas n.º 4

Hommage à Chopin

Cláudio Santoro (1919-1989) Cinco Prelúdios

Radamé Gnatali (1906-1988) 5 Valsas

Camargo Guarnieri (1907-1993) Dança Negra

Marlos Nobre (n. 1939) Ciclo nordestino n.º 4

 

A evolução da música clássica brasileira é uma história de sincretismo cultural, um caldeirão de influências europeias, indígenas e africanas, que se combinam em proporções diversas para criar um som e um estilo essencialmente brasileiros. Todos os compositores clássicos no Brasil voltaram-se para essa fonte, porque dela brotou a própria essência da cultura e da música brasileiras. Foi somente no final do século XIX e começo do século XX que um estilo musical genuinamente brasileiro pôde ser identificado, distinto das técnicas e géneros musicais herdados da Europa. Nesse contexto, a música para piano teve um papel imprescindível, já que todos os grandes compositores brasileiros deixaram uma obra significativa para o instrumento. As obras escolhidas para este programa traçam um panorama histórico e estilístico desse processo evolutivo. O programa centra-se em compositores representativos de quatro gerações no desenvolvimento da música brasileira, incluindo Villa-Lobos, Carmargo Guarnieri, Radamés Gnatalli e Marlos Nobre. Cada um deles deixou contribuições singulares ao desenvolvimento estilístico da música clássica brasileira, desde uma abordagem fundamentalmente nacionalista, até um estilo mais universal, em que elementos do folclore regional são incorporados em moldes formais cosmopolitas. Em todas elas, identificamos a energia rítmica, a plasticidade melódica, a riqueza tonal e intervalar, e os cativantes efeitos sonoros que dão à música brasileira todo o seu carisma, interesse e apelo universal. – James Melo (Musicólogo, editor chefe-supervisor da City University NY)

 

 

Christina Margotto, piano

Natural do Brasil, residente em Portugal desde 1988. É Bacharel pela Faculdade de Artes Santa Marcelina em São Paulo, licenciada em Piano de Acompanhamento pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto e Mestre em Musicoterapia pela Universidade da Estremadura, Espanha. Estudou com os pianistas Alfredo Cerquinho, Daisy de Lucca, Homero de Magalhães, Magda Tagliaferro, Vitalli Dotsenko, Constantin Sandu entre outros. Atuou com orquestras como a Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo, Filarmónica do Espírito Santo, Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, Filarmónica de Taubaté, Orquestra ARTAVE, Orquestra do Conservatório Regional de Gaia em Portugal, entre outras. Regularmente apresenta-se como solista, camerista pelo Brasil, Europa, EUA e África, com apresentações em importantes salas e festivais. Durante 26 anos manteve um duo com o violoncelista Jed Barahal, tendo realizado várias estreias e integrais para esta formação. Como divulgadora da música e intérpretes portugueses recebeu vários apoios do Ministério da Cultura português, Instituto Camões, Fundação Gulbenkian, Antena 2, Delegação de Cultura do Norte e foi congratulada com a Medalha de Honra da Fundação Carlos Gomes de Belém do Pará, atribuída por decisão unânime do Conselho Geral da Fundação pelo seu trabalho de intercâmbio cultural entre os dois países. Gravou o Concerto de Carlos Seixas (Numérica, 2011), com Bruno Belthoise a primeira edição das Melodias Rústicas Portuguesas de Lopes-Graça (Coriolan, 2011, FR), com Jed Barahal a obra completa para violoncelo e piano de Fernando Lopes-Graça, e a Sonata de Luís de Freitas Branco (Numérica, 2006). Em 2015, criou o Toy Ensemble que, com apoio da Direção-Geral das Artes (DGArtes), realizou mais de sete digressões pelo Brasil, atuando em importantes salas e festivais. Proporcionou assim a divulgação e circulação de cerca de mais de 55 artistas portugueses, estreando naquele continente as óperas A Rainha Louca e O Doido e a Morte de Alexandre Delgado, Como Nasceram as Estrelas e A Trilogia das Barcas de Fernando Lapa baseados nas 12 Lendas Brasileiras de Clarice Lispector e nos autos de Gil Vicente e, em Portugal, a Trilogia das Barcas de Fernando Lapa e Rei Lear de Alexandre Delgado no festival Dias da Música em Belém do CCB em 2017 e 2018, Domitila de João Guilherme Ripper e Homero, a partir dos Contos Exemplares de Sophia de Mello Breyner Andresen, de Fernando Lapa, nas 26.ª e 27.ª edições do Festival Internacional Cistermúsica de Alcobaça, Dois Personagens Portugueses de Rui Antunes e És Lisboa una Octava Maravilla de Alexandre Delgado no 41.º Festival Internacional de Composição de Música da Póvoa de Varzim, como agrupamento residente. Em 2013, recebeu apoio da Antena2 e realizou com o Toy Ensemble a primeira gravação da ópera de câmara Domitila de João Guilherme Ripper, e com apoio da DGArtes/Ministério da Cultura português a gravação da Trilogia das Barcas de Gil Vicente por Fernando lapa. Integra o quadro de professores do Conservatório de Música do Porto desde 1992.

 

 

 

Próximos recitais no CCB. sextas-feiras. 19h00

 

Recital de canto e piano

Luís Rodrigues e João Paulo Santos

Diário de Viagem pelos Alpes Austríacos de Ernest Krenek

13 janeiro 2023

 

Recital de canto e piano

André Henriques e Nuno Vieira de Almeida

Viagem de Inverno

10 fevereiro 2023

 

Recital de canto e piano

Eduarda Melo e João Paulo Santos

A Mélodie – De um século ao outro

17 março 2023

 

Recital de canto e piano

Cecília Rodrigues e David Santos

Aqui conheci o desejo

28 abril 2023

 




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